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Construção à Seco

Publicado no dia 03/09/2018

Você já conheçe o sistema de construção à seco?


Esse é um sistema construtivo pré-fabricado que utiliza o aço galvanizado ou aço galvalume em sua estrutura principal. Desenvolvido e tilizado principalmente nos países desenvolvidos como Estados Unidos, Canadá, Japão e países da Europa, ele vem ganhando cada vez mais espaço no mercado brasileiro, inicialmente utilizado em construções comerciais e agora nas construções residenciais.


No século XVII, estavam se disseminando os conceitos de praticidade, produtividade e velocidade devido à influência da Revolução Industrial, principalmente nos Estados Unidos. Obrigados a procurarem uma situação prática que solucionasse o problema com os materiais disponíveis e de forma rápida, os americanos desenvolveram o que hoje chamamos de Ballon Framing.




O Ballon Framing é a utilização de um montante com a altura total do edifício, o que geralmente representava dois pavimentos. As vigas das lajes ficam dentro do espaço criado pelos montantes (a laje não divide os montantes). A evolução desse sistema estrutural se deu com a divisão dos montantes. Na tecnologia que hoje conhecemos como Platform Framing, os montantes são divididos pelas lajes. A mudança na distribuição das cargas é interessante. Enquanto o Ballon Framing distribui as cargas de forma excêntrica para a laje intermediária, o Platform Framing faz a distribuição em relação ao eixo principal. Isso tem como consequência a diminuição das seções dos montantes.


Outra característica importante está relacionada à fabricação dos perfis. Com os montantes divididos, o transporte dos componentes estruturais deixou de ser limitado. Com perfis menores permitiu-se que os montantes passassem a ser produzidas fora do lugar de utilização, trazendo à obra vantagens relacionadas à qualidade da execução e um maior aproveitamento de recursos. O Light Steel Frame é uma derivação do Platform. O que os diferenciam são os seguidos aperfeiçoamentos tecnológicos aplicados ao Light Steel Frame.


As mudanças no processo de fabricação trouxeram conceitos tecnológicos muito relevantes que se disseminaram intensamente nos EUA. Dentre eles podemos citar a qualidade na fabricação do aço, otimização do uso de energia, o crescimento da indústria de equipamentos e ferramentas e produção em larga escala.


No Brasil, o Steel Framing começou a surgir por volta de 1998, e hoje é um dos métodos de construção seca mais utilizada no país. Utiliza perfis de aço galvanizado combinados com painéis de cimento, placas de gesso acartonado, entre outros materiais. É um método rápido, seguro e dinâmico, resistente ao fogo e com excelente desempenho térmico e acústico, pois suas paredes possuem capacidade estrutural e possibilita também a construção de lajes secas.


Além disso, é especialmente vocacionado para edifícios de pouca altura, em contraste com as estruturas pesadas de grandes prédios de apartamentos. Apesar de serem usados elementos em aço leve galvanizado para fins não estruturais em edifícios de maiores dimensões, o termo Light Steel Framing é especialmente usado para edifícios residenciais ou comerciais até oito pavimentos.

Utilizando estes avanços, casas populares podem ser construídas em série em menos de 30 dias, e residências de alto padrão em até 120 dias, prazos impossíveis de atingir em construções convencionais.


Cabe ressaltar que o Light Steel Frame é um sistema inovador composto por componentes específicos, ou seja, não se trata apenas da estrutura de aço galvanizado. Os principais componentes que compõe o sistema Light Steel Frame estão relacionados abaixo:

Quadros formados por perfis estruturais de aço conformados a frio (perfis de aço leve) com revestimento metálico (proteção anticorrosiva);

Componentes de fechamento constituídos de chapas delgadas, como placas cimentícias, réguas cimentícias (siding), chapas de OSB (Oriented Strand Board) e chapas de gesso acartonado (drywall);

Contraventamentos;

Isolantes térmicos, como placas de lã de rocha ou lã de vidro, poliestireno expandido ou outro material;

Materiais absorventes acústicos, como placas de lã de rocha ou lã de vidro e fibras cerâmicas;

Barreiras impermeáveis, não tecidos impermeáveis à água e permeáveis ao vapor d’água;

Produtos para impermeabilização, na forma de mantas pré-fabricadas ou membranas moldadas no local;

Sistemas de fixação constituídos de parafusos e chumbadores;

Juntas entre as chapas de vedação do tipo visível ou dissimulada;

Revestimento ou acabamento, como réguas vinílicas ou metálicas (siding), pinturas e texturas, desde que compatíveis com os componentes de vedação;

Subcoberturas, como barreiras impermeáveis e refletivas.